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Descrição: A lógica da essência na Enciclopédia (1813) trata de três conceitos da essência: 1ª seção - a essência como reflexão dentro dela mesma e a essência como fundamento da existência; 2ª seção: a essência como aparecimento, a existência da essência; a essência como efetividade; 3ª seção: a essência revelada, a essência real: a substância. A essência aparece, não está oculta, não é meramente interior. Ela sai de si mesma, ela existe. “Ex-istir” significa sair de si mesmo, aparecer, revelar-se. A palavra “aparecimento” remete imediatamente a um dualismo entre interior e exterior, que ainda não está associado ao aparecer meramente interno da essência como reflexão. Hegel trata do dualismo entre essência e aparecimento na 2ª seção da lógica da essência; trata-se do dualismo entre a coisa em si e a existência, entre a coisa e as propriedades (capítulo 1); entre o mundo do aparecimento e o mundo das leis em si (capítulo 2); entre o todo e as partes, a força e sua externação e, finalmente, entre o exterior e o interior (capítulo 3). A essência não é algo interno oculto sob a superfície do aparecimento externo. A unidade entre essência e aparecimento, entre interior e exterior é alcançada na efetividade (3ª seção). A questão é como Hegel pode criticar e dissolver progressivamente o dualismo entre essência e aparecimento e, ao mesmo tempo, afirmá-lo como necessário para pensar a essência. A lógica da essência permanece presa ao pensar relacional exterior e dualista de determinações exteriores. Somente a lógica do conceito cumpre o objetivo do pensar conceitual de determinar o conteúdo lógico. Ou seja, a lógica da essência é a lógica das oposições reflexivas e correlativas externas: cada termo só é no confronto com o outro. Só na lógica do conceito a categoria é pensada como totalidade que se automovimenta, isto é, a unidade universal–particular–singular enquanto autorrelação que inclui a diferença como seu próprio momento.